História de Jacarepaguá

Padrão

Conheça um pouco da História de Jacarepaguá

Jacarepaguá deriva-se de três palavras da língua Tupi-Guarani: YACARA (jacaré), UPA (lagoa) e GUÁ (baixa) – “Baixa lagoa dos jacarés”. Na época da colonização, a lagoas da baixada de Jacarepaguá eram repletas de jacarés, por isso o nome.

Antes da chegada dos europeus, a imensa região não possuía dono, embora existisse uma rica diversidade de seres vivos. Índios, animais e vegetais conviviam com inteligência em simetria as leis da Natureza. Essa harmonia ambiental cessou com o descobrimento do Brasil. O rei de Portugal passou a ser proprietário de tudo. Seus representantes no Brasil tinham o direito de doar em seu nome terras para agricultura, chamadas de Sesmarias.

A História de Jacarepaguá começou em 1567, dois anos após a fundação da cidade do Rio de Janeiro, quando Salvador Correia de Sá assumiu o cargo de primeiro governador da nova cidade e concedeu a dois auxiliares da administração, Jerônimo Fernandes e Julião Rangel, as terras de Jacarepaguá. Porém, Jerônimo e Julião nunca tomaram posse da Sesmarias concedidas. Mais tarde, em 1594, o governador Salvador Correia de Sá revogou o ato anterior e doou a Sesmarias para seus filhos Gonçalo e Martim. Os dois irmãos iniciaram a colonização de Jacarepaguá, principalmente Gonçalo. Martim dedicou-se mais à política. Foi governador do Rio de Janeiro, em dois períodos, no início do século XVII. Martim casou-se com a espanhola Maria de Mendoza e Benevides. Desta união surgiu a dinastia de Sá e Benevides de grande importância na história de Jacarepaguá, principalmente seus sucessores: os Viscondes de Asseca.

Gonçalo fundou o engenho do Camorim e dentro do engenho a capela de São Gonçalo do Amarante, que ainda existe nos dias de hoje. No mesmo período, surgiram outras edificações na atual Freguesia que perduram até hoje: a Sede do Engenho D’Água e a Igreja de Nossa Senhora da Pena, no alto da Pedra do Galo. Na época, essa região de Jacarepaguá, já possuía razoável povoamento, em virtude dos diversos arrendamentos feitos pelos Correia de Sá.

A chegada dos primeiros escravos no Rio de Janeiro, a maioria veio para os grandes foros de Jacarepaguá. A característica de Jacarepaguá nos séculos XVII e XVIII, períodos mais ricos do Brasil-colônia, foi a ocupação dos portugueses com a criação de muitos engenhos de açúcar e ao mesmo tempo edificando capelas e igrejas, em comum acordo com o poder eclesiástico. Como os índios não aceitavam a servidão, os colonizadores apelaram para os escravos vindos da África. O povo indígena foi diminuindo até sua completa extinção ao mesmo tempo em que os africanos cresciam nas terras de Jacarepaguá. A população da região em 1797 era de 1.905 habitantes. No início, a produção seguia pelo mar, através da Barra da Tijuca, até o porto do Rio de janeiro. Depois, o caminho passou a ser terrestre pela Estrada Real de Santa Cruz,(hoje, Estrada Intendente Magalhães, Ernani Cardoso e Suburbana). Outro caminho era até o Porto Fluvial de Irajá, de onde seguia em pequenos barcos até a atual Praça Quinze.

Jacarepaguá era a região com mais engenhos de açúcar da época colonial.

Curiosidade: Um dos engenhos era o Engenho da Serra ( atual Estrada do Pau Ferro e as encostas da serra da atual Estrada Grajaú-Jacarepaguá).

Ao chegar o Império, Jacarepaguá mantinha seu aspecto agrícola. A cana-de-açúcar continuava a ser a cultivada, mas a plantação de café tornou-se o mais importante produto econômico dos antigos engenhos. As terras estavam bastante divididas. Embora ainda imensas, as propriedades eram menores do que as do período colonial. Os Sá e Benevides perdiam a força do poder na região, a cada ano do império e nada possuíam em Jacarepaguá na época da Proclamação da República.

O Barão da Taquara foi grande benfeitor de Jacarepaguá. Construiu estradas, escolas e loteou diversas das suas terras, distribuindo muitos lotes para seus escravos alforriados antes da abolição da escravatura. Sem perder o seu aspecto rural, o progresso chegou a Jacarepaguá, após a segunda metade do século XIX.

Durante todo o período imperial, os meios de transportes eram as carroças, carruagens, tropas de cargas e montaria individual a cavalo. Em 1858, o trem chegou à Cascadura, logo depois, em 1875, o bonde puxado a burro ligava Cascadura, Freguesia e Taquara. Foi a maior revolução para o povo de Jacarepaguá. A distância entre a região e a cidade diminuiu bastante. O trem, movido a carvão, (a famosa Maria-Fumaça), tinha velocidade espantosa para a época.

O século XX chegou quando a República tinha onze anos. Jacarepaguá continuava agrícola. Mas o café perdia completamente o seu domínio. A atividade granjeira iniciava a sua presença em Jacarepaguá juntamente com o novo século. As chácaras se multiplicavam a cada ano para abastecer o mercado do Centro e das outras partes próximas da cidade, que, na época, já possuíam aspectos bem urbanos. Jacarepaguá, apesar de ser bastante rural, não abdicava de acolher as novidades do progresso.

A eletricidade entrava no bairro. Os bondes em 1912 deixavam de ser puxados a burro e foram eletrificados. O cinema mudo se instalava na Praça Seca. Um pouco mais tarde, na década em 1920, o futebol ganhava espaço no bairro. Na década de 1930, chegava a vez das Escolas de Samba, com o Vai-se-Quizer e Corações Unidos. No início da década de 1960, os grandes loteamentos já modificavam boa parte do bairro em área urbana com seus problemas peculiares. Mas a atividade agrícola persistia na maioria das terras da região, fornecendo produção hortigranjeira para toda a cidade do Rio de Janeiro.

A transformação do bairro, mudando completamente a fisionomia agrícola que vinha dos tempos coloniais começou a acontecer a partir da década de 1970, com a formação de grandes indústrias. Surgiram os enormes conjuntos residenciais e os loteamentos legais e clandestinos. Assim, a população cresceu demasiadamente, fazendo Jacarepaguá uma cidade grande dentro de outra cidade, com todos os problemas inerentes dos intensos centros populacionais.

Apesar da brusca mudança, Jacarepaguá não perdeu a elegância dos tempos remotos. Há ainda lugares, como a Vargem Pequena e Vargem Grande, que servem de amostra da época agrícola do bairro. Há também rico patrimônio de construções do Rio de janeiro colonial: igrejas, sedes de engenhos e um aqueduto.

    Jacarepaguá na atualidade

Foi a primeira freguesia da região da Baixada de Jacarepaguá e, assim, a primeira na então zona rural da cidade (atual Zona Oeste), tendo sido fundada em 1661. Seu nome atual vem da antiga denominação, Freguesia de Nossa Senhora da Loreto e Santo Antônio de Jacarepaguá.

Constituído bairro independente em 1981 (até então, fazia parte do bairro de Jacarepaguá), hoje em dia é um bairro com comércio desenvolvido, possuindo diversas galerias comerciais (Passarela de Jacarepaguá, Main Street, Unicenter, Freguesia Center, etc) e dois shoppings, o Quality Shopping e o Rioshopping. Representa o segundo polo econômico da parte norte da Baixada de Jacarepaguá (perdendo apenas para a Taquara).

É um dos bairros que mais recebe lançamentos imobiliários no Rio de Janeiro, tanto residenciais, quanto de lojas comerciais. Seu número de habitantes saltou de 54.010 em 2000, para 70.511 em 2010. Mesmo assim, conserva suas diversas casas amplas e confortáveis com jardins e piscina, principalmente em condomínios.

Possui uma reserva ambiental, o Bosque da Freguesia, local tranquilo e arborizado ótimo para fazer caminhadas junto à natureza.

Outro ponto famoso do bairro é a Igreja Nossa Senhora da Pena, que fica no topo do Morro da Pena, é outra opção de caminhada com uma bela vista garantida.

É um centro imobiliário e valorizado na região, considerada a Zona Sul de Jacarepaguá, devido a seus imóveis de alto padrão e à proximidade da Auto-estrada Grajaú-Jacarepaguá e à Linha Amarela, que conferem ao bairro uma privilegiada localização. Além disso, é um bairro tranquilo, possui apenas uma pequena comunidade, onde não há confrontos armados como ocorre em outras regiões do Rio de Janeiro.

Um levantamento inédito realizado pelo Centro de Pesquisa e Análise da Informação (Cepai), do Sindicato da habitação do Rio (Secovi-Rio), aponta considerável variação de preços dentro de um só bairro.

Anúncios

Uma resposta »

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s