“É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve.”

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Exemplos de preservação no Bairro do anil

        Desde o final do século XX, quando iniciou-se a urbanização carioca de fato, a área de Jacarepaguá, antes constituída de manguesais e grandes áreas de mata verde, passou por um processo de extremo desmatamento e aterramento para dar lugar às diversas construções residenciais e comerciais. Com isso, aréas que antes eram predominantemente “verdes” , hoje se encontram escassas e restritas a locais onde há uma maior concentração financeira (pois nessas áreas há uma maior organização em seu processo expansivo além de aumentar o valor aquisitivo do imóvel com a prática de preservação, deixando-o mais luxuoso e atrativo), diferentemente de regiões mais carentes, como comunidades, onde a disputa por espaço é grande e não há políticas nem conscientização da preservação.

Outro exemplo da mesma região

Como também, o espaço urbano do bairro de Jacarepaguá sofreu um forte desenvolvimento econômico nos últimos anos, principalmente no sub bairro Freguesia, resultando na atração de empresas que, para atender às suas necessidades, precisaram ocupar áreas antes arborizadas, sem contar com o expressivo aumento populacional o qual também foi um dos fatores responsáveis pelo considerável desmatamento ambiental. Por isso, a paisagem local foi drasticamente transformada.

Antes (à esquerda) da área ao lado do colégio Luiz de Camões, e depois da construção de uma empresa comercial recém instalada (à direita).

À esquerda, área totalmente urbanizada com a ocupação total do terreno sem a presença de vegetação. Já à direita, nota-se a visível destruição da mata virgem para dar lugar à novas edificações.

O mundo sem esperança para a mãe natureza.Árvore morta.

Contudo, apesar da maciça devastação do meio ambiente urbano, é perceptível a existência de locais como praças e bosques onde há atividade de preservação efetiva.

À esquerda, praça do Anil, à direita, bosque no condomínio 400, no Anil, Jacarepaguá.

       Como consequência, observa-se com esse intenso desmatamento, problemas graves que atingem tanto para a população como os animais que ali habitam (sem contar com aqueles que já foram exterminados), aquela é diretamente prejudicada com a poluiçaõ do ar (pois há escassas árvores que fariam a purificação do ar), deslisamento de encostas (devido à falta de vegetação que dá suporte e estrutura ao solo) e alagamentos (já que não há vegetação para executar a permeabilidade da água das chuvas). E, para estes, há a perda de seu habitat natural, forçando-os à migrarem para outros locais ou se adaptarem às novas condições impostas a eles (como por exemplo, pássaros fazendo ninhos nos telhados das casas, micos transitando por fios elétricos e outras estruturas de edificações, além da proliferação de insetos que, ao perderem seus predadores, crescem desordenadamente).

À esquerda, Freguesia-Jacarepaguá, à esquerda, enchente na comunidade do Rio das Pedras-Jacarepaguá.

      Sendo assim, como forma de mudar esse quadro destrutivo para um de preservação do meio ambiente, o primeiro passo vem das escolas com iniciativas por parte dos professores conscientizando e estimulando os alunos, e também por palestras de ONG’s que apoiem esse propósito, cientes de tais métodos, os estudantes ficariam responsáveis pelo segundo passo que seria, como por exemplo: a organização de grupos de coleta reciclável em escolas, hospitais, padarias e supermercados (onde fariam a separação do lixo para reciclagem), criação de correntes em redes sociais que influenciariam as pessoas à manifestarem contra a destruição do meio ambiente com passeatas e protestos, a plantação de mudas em condomínios onde residem.

A natureza criou o tapete sem fim que recobre a superfície da terra. Dentro da pelagem desse tapete vivem todos os animais, respeitosamente. Nenhum o estraga, nenhum o rói, exceto o homem.

-Monteiro Lobato

Fotos e texto: Juliana Bernardo, Katrine Oliveira e Kelly Segabinazzi.

Turma: 1301


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