Protocolo de Kyoto

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O Protocolo de Kyoto é um instrumento internacional, criado em 15 de março de 1998, que tem como objetivo, reduzir as emissões de gases poluentes. Estes, são responsáveis pelo efeito estufa e o aquecimento global. O Protocolo de Kyoto entrou oficialmente em vigor no dia 16 de fevereiro de 2005, após ter sido discutido e negociado em 1997, na cidade de Kyoto (Japão). No documento, há um cronograma em que os países são obrigados a reduzir, em 5,2%, a emissão de gases poluentes, entre os anos de 2008 e 2012 . O objetivo é diminuir a emissão de gases poluentes e o aquecimento global.

Objetivos do Protocolo de Kyoto:

– aumento no uso de fontes de energias limpas (biocombustíveis, energia eólica, biomassa e solar);

– proteção de florestas e outras áreas verdes;

– otimização de sistemas de energia e transporte, visando o consumo racional;

– diminuição das emissões de metano, presentes em sistemas de depósito de lixo orgânico.

– definição de regras para a emissão dos créditos de carbono (certificados emitidos quando há a redução da emissão de gases poluentes).

Os ambientalistas esperam que o sucesso do Protocolo de Kyoto possa diminuir a temperatura global entre 1,5 e 5,8º C até o final do século XXI. Desta forma, o ser humano poderá evitar as catástrofes climáticas de alta intensidade que estão previstas para o futuro.

O que será feito do Protocolo de Kyoto ?

O protocolo de Kyoto expira em 2012, e já há o compromisso da ONU e de alguns governos para o delineamento de um novo acordo ou o que é mais provável de uma emenda no Protocolo de Kyoto, que estabeleceria novas metas a serem cumpridas após 2012. As discussões começaram em Washington em 2007, nas quais os chefes de Estado do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos, Brasil, China, Índia, México e África do Sul concordaram,em princípio, sobre o esboço de um sucessor para o Protocolo de Kyoto.

Críticos do Protocolo de Kyoto no mundo

O Protocolo de Kyoto só vale para aqueles que acreditam que as emissões de gases poluentes, principalmente, aqueles provenientes da queima de combustíveis fósseis, são os principais responsáveis pelo aquecimento global. Como consequência do Protocolo, os países desenvolvidos teriam que diminuir drasticamente suas emissões, impedindo, o seu crescimento econômico continuado que, acreditam os céticos, é a única forma de se atingir a abundância de bens e serviços de que tanto necessita a humanidade.

Os Estados Unidos, não ratificaram e, provavelmente não o ratificarão num prazo previsível. Tal atitude é considerada prudente por parte dos céticos. De fato, todas as nações europeias e o Japão ratificaram o Protocolo, e algumas delas, embora tenham concordado em diminuir suas emissões em 2010 em 8% abaixo dos níveis de 1990, já admitem que não conseguirão atingir esta meta e somente poderiam conseguir reduzir as emissões em 1% em 2010.

No entanto, o quadro mudou consideravelmente em 2007 com a publicação dos relatórios sobre mudança climática. A opinião pública, assim como de políticos de todo o mundo, tem cada vez mais entendido que a mudança climática já começou e que medidas são necessárias.

O Protocolo de Kyoto nos Estados Unidos

Os Estados Unidos negaram-se a ratificar o Protocolo de Kyoto, devido à declaração do ex-presidente George W. Bush de que os compromissos gerados pelo protocolo interfeririam negativamente na economia norte-americana.

Alguns norte-americanos também questionam a idéia de que os poluentes emitidos pelo homem causem a elevação da temperatura da Terra.

Mesmo o governo dos Estados Unidos não assinando o Protocolo de Kyoto, Estados (Califórnia) e donos de indústrias dos Estados Unidos já começaram a pesquisar maneiras para reduzir a emissão de gases poluentes causadores do efeito estufa sem diminuir sua margem de lucro com essa atitude.

– Rafel Tonelli,Ana Carolina,Gabriel Bordallo,Isabelle Ribas,Lívia Campos

Eco 92

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ECO-92

Realizada no Rio de Janeiro, a segunda Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (que ficou conhecida como Eco-92) teve como um de seus resultados a formulação de documentos muito importantes. Porém, muitos dos termos desses documentos ainda não foram colocados em prática. Isso por tratarem de questões que estabelecem mudanças no comportamento dos países em relação ao meio ambiente. Essas mudanças deveriam ser implementadas tanto pelos países ricos quanto pelos chamados “países em desenvolvimento”. Algumas dessas questões são:

Biodiversidade

Nos anos 80, o conceito de biodiversidade adquiriu destaque com a discussão sobre o risco de extinção de diversas espécies existentes. A biodiversidade, que determina a diversidade genética e de habitat entre os seres vivos (animais, vegetais e microorganismos), põe na ordem do dia a necessidade de se preservar o maior número possível das formas de vida em vias de extinção, se o homem quiser ter condições mínimas de sobrevivência.

As estimativas sobre o número de espécies que habitam a terra oscilam entre 5 e 30 milhões, sendo que somente 1,5 milhão são conhecidas. Estão concentradas, em sua maioria, nos países tropicais.

Estratégia Global para Biodiversidade, elaborado pelo World Resources Institute, dos EUA, e pela União Mundial para a Natureza, da Suíça, traz 85 propostas para a preservação da diversidade biológica e um plano para a utilização sustentada dos recursos biológicos. Apesar de ter sido aprovado pelo Programa de Meio Ambiente da ONU e pelas Organizações Não-Governamentais (ONGs) que participaram do Fórum Global, quase nada vem sendo feito para reverter a situação. Em nações onde é grande a diversidade biológica, como a Federação Russa, a China e a Indonésia, continua acelerado o ritmo de destruições das espécies animais e vegetais. O documento Estratégia Global para Biodiversidade não foi, até hoje, aprovado pelo Congresso norte-americano.

Piratas biológicos

Biopirataria é o nome que se dá à saída de material genético de um país para outro, naturalmente de forma ilegal, para que se possa explorá-lo comercialmente, sem o devido pagamento de patente.

No documento (não aprovado pelos EUA) há também uma proposta a esse respeito, que consiste no seguinte: as empresas pesquisadoras de animais e vegetais em outros países devem pagar royalties de suas descobertas ao país de origem.

O Brasil estima que uma em cada quatro drogas americanas possui substâncias vindas de animais e plantas encontradas em países tropicais. Estes, por sua vez, são obrigados a pagar royalties no uso de produtos feitos a partir de suas próprias plantas e animais.

Agenda 21

Considerada como o resultado mais importante da Eco-92, a Agenda 21, documento assinado por 179 países naquela ocasião, é um texto chave com as estratégias que devem ser adotadas para a sustentabilidade. Já adotada em diversas cidades por todo o mundo, inclusive através de parcerias e de intercâmbio de informações entre municipalidades, esse compromisso se desenrola no âmbito da cooperação e do compromisso de governos locais. Leva em conta, principalmente, as especificidades e as características particulares de cada localidade, de cada cidade, para planejar o que deve ser desenvolvimento sustentável em cada uma delas.

– Rafel Tonelli,Ana Carolina,Gabriel Bordallo,Isabelle Ribas,Lívia Campos

O que é Rio + 20?

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 Estocolmo 1972

•Realizada há quarenta anos, a Conferência de Estocolmo representou o primeiro grande

passo em busca da superação dos problemas ambientais. Até então, era comum pensar que

os recursos naturais eram inesgotáveis e que a Terra suportaria toda ação humana. Foi

somente a partir da reunião de Estocolmo, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio

Ambiente Humano, que a temática ambiental passou a integrar a agenda política

internacional.

• A poluição crescente da água e do ar, a ameaça de extinção de espécies da fauna e da flora e

os cada vez mais comuns acidentes ambientais, como o que ocorreu na usina nuclear russa

de Tcheliabinski em 1957 (contaminando cerca de 250 mil pessoas), ajudaram a sociedade

civil e os governantes a desenvolver a consciência ambiental que impulsionou a realização da

Conferência. Foi na capital sueca que se estabeleceu o dia 5 de junho como o Dia Mundial

do Meio Ambiente. Naquela ocasião, foram também estabelecidos os princípios que

norteiam, até hoje, a política ambiental da maioria dos países.

Rio 92

• Em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ou

Rio-92, foi o maior evento realizado no âmbito das Nações Unidas até então. Delegados de 172

países e 108 chefes de Estado, além de 10 mil jornalistas e representantes de 1.400 ONGs,

estiveram presentes no Riocentro, enquanto membros de 7 mil ONGs e boa parte da população

do Rio de Janeiro, de várias cidades do Brasil e de outras partes do mundo reuniram-se no Fórum

Global, no Aterro do Flamengo.

• A Conferência do Rio consolidou o conceito de desenvolvimento sustentável, proposto pelo

Relatório “Nosso Futuro Comum”, de 1987, que buscava superar o conflito aparente entre

desenvolvimento e proteção ambiental.

• No contexto das decisões da Rio 92, estabeleceu-se a Convenção-Quadro das Nações Unidas

sobre Mudança do Clima, a Convenção sobre Diversidade Biológica, a Declaração de

Princípios sobre Florestas, a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e

a Agenda 21. Dois anos depois, foi assinada a Convenção das Nações Unidas sobre Combate

à Desertificação. A Rio-92 representou, desse modo, ponto de inflexão na discussão internacional

do desenvolvimento sustentável.

Rio +10

• As Nações Unidas decidiram realizar, em 2002, na África do Sul, uma

Conferência para marcar os dez anos da Rio-92, analisar os resultados

alcançados e indicar o caminho a ser seguido para implementação dos

compromissos. A Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável

reuniu, em Johanesburgo, mais de 100 Chefes de Estado e reafirmou

metas relativas à erradicação da pobreza, à promoção da saúde, à

expansão dos serviços de água e saneamento, à defesa da biodiversidade

e à destinação de resíduos tóxicos e não-tóxicos.

• A agenda de debates incluiu energias renováveis e responsabilidade

ambiental das empresas, bem como a necessidade de que todos os atores

sociais somem esforços na promoção do desenvolvimento sustentável.

Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima

Conferência das Partes (COP)

Protocolo de Quioto

Reunião das Partes (CMP)

A Conferência das Partes (COP) na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC)

e a Reunião das Partes no Protocolo de Quioto (CMP) reúnem-se anualmente para debater o aprofundamento

das regras e da implementação da Convenção e seu Protocolo:

• COP I – Berlim (1995)

• COP II – Genebra (1996)

• COP III – Quioto (1997): adota o Protocolo de Quioto

• COP IV – Buenos Aires (1998)

• COP V – Bonn (1999)

• COP VI – Haia e Bonn (2000)

• COP VII – Marrakech (2001)

• COP VIII – Nova Délhi (2002)

• COP IX – Milão (2003)

• COP X – Buenos Aires (2004)

• COP XI/CMP I – Montreal (2005): entra em vigor o Protocolo de Quioto

• COP XII/CMP II – Nairóbi (2006)

• COP XIII/ CMP III – Bali (2007): adota o Mapa do Caminho de Bali

• COP XIV/ CMP IV – Poznan (2008)

• COP XV/ CMP V – Copenhague (2009)

• COP XVI/ CMP VI – Cancun (2010): adota os Acordos de Cancun

• COP XVII/ CMP VII – Durban (2011): decide que o segundo período de cumprimento do Protocolo de Quioto terá

início em 1º de janeiro de 2013 e lança a Plataforma de Durban para Ação Aprofundada.

Desdobramentos da Rio-92

Convenção sobre Diversidade Biológica

• A Convenção associa a conservação ao uso sustentável dos recursos biológicos, por meio de três pilares:

1) conservação da biodiversidade

2) uso sustentável dos seus componentes

3) distribuição equitativa dos benefícios derivados dos recursos genéticos

• A Convenção entrou em vigor em 29 de dezembro de 1993, decorridos 90 dias da 30ª ratificação.

Conferências das Partes (COPs)

• COP I – Nassau (1994)

• COP II – Jacarta (1995)

• COP III – Buenos Aires (1996)

• COP IV – Bratislava (1998)

• COP V – Nairóbi (2000)

• COP VI – Haia (2002)

• COP VII – Kuala Lumpur (2004)

• COP VIII – Curitiba (2006)

• COP IX – Bonn (2008)

• COP X – Nagóia (2010): aprova o Protocolo de Nagóia sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição Justa e

Equitativa dos Benefícios e o Protocolo Suplementar ao Protocolo de Cartagena (Biossegurança) sobre

Responsabilidade e Compensação.

Declaração do Rio

• Estabeleceu importantes princípios para promover a cooperação entre países e entre segmentos

da sociedade e para induzir o melhor entendimento sobre o desenvolvimento sustentável e suas

interfaces com temas como a participação de minorias e a promoção da paz.

• “Princípio 1: Os seres humanos estão no centro das preocupações para o desenvolvimento

sustentável. Eles têm direito a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com a Natureza.”

Agenda 21

• Instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, em diferentes

bases geográficas, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência

econômica.

• Para acompanhar a implementação da Agenda, a ONU criou a Comissão de Desenvolvimento

Sustentável, responsável também pelo acompanhamento dos projetos associados à Declaração

do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que estabeleceu 27 princípios legais nãovinculantes

sobre proteção ambiental e desenvolvimento sustentável.

Declaração de Princípios sobre Florestas

• Garante aos Estados o direito soberano de aproveitar suas florestas de modo sustentável, de acordo com suas

necessidades de desenvolvimento.

• Em 1995, foi criado o Painel Intergovernamental sobre Florestas, e, em 1997, o Fórum Intergovernamental

sobre Florestas, que culminaram com a criação, pelo ECOSOC, do Fórum sobre Florestas das Nações

Unidas (UNFF), em 2000. O objetivo é promover o gerenciamento, a conservação e o desenvolvimento

sustentável de todos os tipos de florestas e fortalecer compromissos políticos de longo prazo para esse fim.

• Instrumento não-vincuIante sobre todos os tipos de florestas: adotado pela Assembléia-Geral da ONU em

2007, após a UNFF7, busca fortalecer compromissos pela implementação do gerenciamento sustentável de

todos os tipos de floresta; aumentar a contribuição das florestas para o cumprimento das Metas do Milênio; e

prover marco de cooperação nacional e internacional.

Carta da Terra

• Como desdobramento da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, foi lançada, em 1994,

iniciativa da sociedade civil internacional para edição da Carta da Terra, com valores fundamentais e

princípios úteis para a construção de uma sociedade justa, sustentável e pacífica no século XXI.

Rio+20: temas e debates

• O termo “desenvolvimento sustentável” foi apresentado no

Relatório “Nosso Futuro Comum”, de 1987, tendo como diretriz a

ideia de um desenvolvimento “que atenda às necessidades das

gerações presentes sem comprometer a habilidade das

gerações futuras de suprirem suas próprias necessidades”.

• O desenvolvimento sustentável é concebido na interação entre três

pilares: o pilar social, o pilar econômico e o pilar ambiental.

• Na Rio+20, assim como ocorreu na Rio-92, espera-se pensar o

futuro. Além de refletir sobre as ações adotadas desde 1992,

deseja-se estabelecer as principais diretrizes para orientar o

desenvolvimento sustentável pelos próximos vinte anos

• A Rio+20 tem o potencial de ser o mais importante evento de política

internacional dos próximos anos. Será uma Conferência sobre desenvolvimento

sustentável, abarcando suas dimensões econômica, social e ambiental.

• A Resolução 64/236, de 2009, da Assembléia-Geral das Nações Unidas, estabelece

como objetivo da Conferência a renovação do compromisso político

internacional com o desenvolvimento sustentável, por meio da avaliação da

das ações implementadas e da discussão de desafios novos e emergentes.

• As Nações Unidas definiram como temas para a Conferência:

– Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da

erradicação da pobreza

– Estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável

Sob o tema “economia verde no contexto do desenvolvimento

sustentável e da erradicação da pobreza”, o desafio proposto à

comunidade internacional é o de pensar um novo modelo de

desenvolvimento que seja ambientalmente responsável,

socialmente justo e economicamente viável. Assim, a “economia

verde” deve ser uma ferramenta para o desenvolvimento

sustentável. O Brasil propõe-se a facilitar as discussões, uma vez

que o debate sobre o tema encontra-se em estágio inicial.

• Sob o tema da estrutura institucional para o desenvolvimento

sustentável, insere-se a discussão sobre a necessidade de

fortalecimento do multilateralismo como instrumento legítimo para

solução dos problemas globais. Busca-se aumentar a coerência na

atuação das instituições internacionais relacionadas aos pilares

social, ambiental e econômico do desenvolvimento.

Rio+20: O caminho até a Conferência (2010-2012)

• Maio 2010: 1ª. Sessão do Comitê Preparatório

• Jan 2011: 1ª. Reunião Intersessional

do Comitê Preparatório

• Mar 2011: 2ª. Sessão do Comitê Preparatório

• 1 de novembro de 2011: prazo final para submissão às

Nações Unidas das contribuições dos Estados, das

organizações internacionais e da sociedade civil

• Set-Dez 2011: Reuniões Preparatórias Regionais

• América Latina e Caribe – SETEMBRO

• África – OUTUBRO

• Países Árabes – OUTUBRO

• Ásia e Pacífico – OUTUBRO

• Europa– DEZEMBRO

• Dezembro 2011 :

2ª. Reunião Intersessional do Comitê Preparatório: Orientações

para a “minuta zero” do Documento Final

• Jan-Fev 2012: Consultas informais sobre a minuta de Documento

Final

• Março 2012: 3ª. Reunião Intersessional do Comitê Preparatório

• Mar-Abril 2012: Consultas informais sobre a minuta de Documento

Final

• Maio 2012: Consultas informais sobre a minuta de Documento Final

Programação

• 3ª. Sessão do Comitê Preparatório

– 13 a 15 de junho: reunião de representantes governamentais

para negociação do Documento Final a ser adotado pela

Conferência

• Eventos com a Sociedade Civil

– 16 a 19 de junho: Diálogos sobre sustentabilidade com a

sociedade civil

• Segmento de Alto Nível

– 20 a 22 de junho: presença de Chefes de Estado e de Governo

dos países-membros das Nações Unidas;

– adoção do Documento Final da Conferência

Protocolo de Kyoto:

O Protocolo de Quioto é consequência de uma série de eventos iniciada com a Toronto.

Constitui-se no protocolo de um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa antropogênicas do aquecimento global.

As metas de redução não são homogêneas a todos os países, colocando níveis diferenciados para os 38 países que mais emitem gases. Países em franco desenvolvimento (como Brasil, México, Argentina e Índia) não receberam metas de redução, pelo menos momentaneamente.

A redução dessas emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si, através de algumas ações básicas:

  • Reformar os setores de energia e transportes;
  • Promover o uso de fontes energéticas renováveis;
  • Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;
  • Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos;
  • Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.

Se o Protocolo de Quioto for implementado com sucesso, estima-se que a temperatura global reduza entre 1,4°C e 5,8 °C até 2100, entretanto, isto dependerá muito das negociações pós período 2008/2012, pois há comunidades científicas que afirmam categoricamente que a meta de redução de 5% em relação aos níveis de 1990 é insuficiente para a mitigação do aquecimento global.

Os Estados Unidos negaram-se a ratificar o Protocolo de Quioto, de acordo com a alegação do ex-presidente George W. Bush de que os compromissos acarretados por tal protocolo interfeririam negativamente na economia norte-americana.

Alguns norte-americanos também questionam a teoria de que os poluentes emitidos pelo homem causem a elevação da temperatura da Terra.

Mesmo o governo dos Estados Unidos não assinando o Protocolo de Quioto, alguns municípios, Estados (Califórnia) e donos de indústrias do nordeste dos Estados Unidos já começaram a pesquisar maneiras para reduzir a emissão de gases promotores do efeito estufa — tentando, por sua vez, não diminuir sua margem de lucro com essa atitude.

No ano de 2009 o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, encaminhou o Protocolo de Kyoto para ser ratificado pelo Senado.

Rafel Tonelli,Ana Carolina,Gabriel Bordallo,Isabelle Ribas,Lívia Campos

Segurança Alimentar

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Segurança alimentar é um conjunto de normas de produção, transporte e armazenamento de alimentos visando determinadas características físico-químicas, microbiológicas e sensoriais padronizadas, segundo as quais os alimentos seriam adequados ao consumo. Estas regras são, até certo ponto, internacionalizadas, de modo que as relações entre os povos possam atender as necessidades comerciais e sanitárias. Alegando esta razão alguns países adotam “barreiras sanitárias” a matérias-primas agropecuárias e produtos alimentícios importados.

Uma nova designação para Segurança Alimentar também têm sido usada recentemente para defini-la como o estado existente quando todas as pessoas, em todos os momentos, têm acesso físico e econômico a uma alimentação que seja suficiente, segura, nutritiva e que atenda a necessidades nutricionais e preferências alimentares, de modo a propiciar vida ativa e saudável.

Neste sentido a segurança alimentar é vista como objeto de política pública, como foi o caso do programa Fome Zero do governo brasileiro. Vários municípios e estados têm formulado e implementado políticas locais de segurança alimentar. Algumas entidades, como o Instituto Pólis, também têm formulado propostas neste campo, o que demonstra que o tema foi incorporado pelo governo e pela sociedade civil. No Brasil, o CONSEA – Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, criado em 2003, auxilia a formulação de políticas do governo para garantir o direito dos cidadãos à alimentação.

A Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), define segurança alimentar como a garantia de que as famílias tenham acesso físico e econômico regular e permanente a conjunto básico de alimentos em quantidade e qualidade significantes para atender aos requerimentos nutricionais.

SEGURANÇA ALIMENTAR NA RIO+20

Mensagem do Secretário-Geral da ONU:

 

É um prazer enviar congratulações para essa Mesa Redonda de Alto Nível que ocorre a menos de 100 dias da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).Desenvolvimento sustentável é uma das cinco prioridades da minha Agenda de Ação para os próximos cinco anos, e segurança alimentar e nutritiva, além de agricultura sustentável, ganham destaque nesse plano.Meu Painel de Alto Nível sobre Sustentabilidade Global também identificou isso como uma questão fundamental e pede por uma Revolução Verde no século 21 que aumente a produtividade, mas também reduza drasticamente a intensidade dos recursos e proteja a biodiversidade, ao mesmo tempo.Cada lar precisa ter alimentos nutritivos e seguros. Mercados precisam ser abertos e justos. Mulheres e crianças precisam se alimentar melhor para evitar a desgraça oculta da desnutrição, que afeta cerca de 200 milhões de crianças. Além disso, as pessoas mais pobres precisam saber que eles podem contar com proteção social que não os deixem passar fome. Queremos que todos tenham direito a comida.Para atingir esse objetivo, precisamos transformar a forma como abordamos segurança alimentar, em particular ao libertar o potencial de milhões de pequenos agricultores e produtores de alimentos, dos quais a maioria são mulheres.Também encorajamos a produção de mais – e mais nutritivos – alimentos enquanto se protegem os recursos naturais e se reconhece o importante vínculo entre comida, água e energia. Além disso, os padrões de tempo estão se tornam cada vez mais imprevisíveis, a agricultura precisa se tornar mais resiliente e sustentável ao clima.Precisamos acabar com o desperdício de alimentos ao longo da cadeia de valor, e precisamos refletir sobre os benefícios dos recursos naturais – e os possíveis custos em esgotá-los – quando calculamos o valor da comida. Apenas assim, será possível a governantes, agricultores, empresários e consumidores escolher as opções mais sustentáveis para segurança alimentar.Para transformar a agricultura e sistemas de alimentação, todos os parceiros deveriam estar envolvidos na tomada de decisões, especialmente mulheres, pequenos agricultores e produtores de alimentos. Agricultura sustentável e segurança alimentar serão melhor alcançadas quando consumidores, produtores e o setor público e privado concordarem nos princípios e construírem parcerias.O preço dos alimentos continua volátil e pessoas de todas as regiões seguem vulneráveis a choques financeiros e climáticos. O Sistema das Nações Unidas está comprometido em trabalhar para garantir o futuro sustentável em que a vulnerabilidade será reduzida e a segurança alimentar e nutritiva será garantida para todos.Gostaria de desejar um encontro de sucesso e que a nossas discussões contribuam para um resultado de sucesso.”

Aproximadamente um bilhão de pessoas ao redor do mundo estão subnutridas, ao passo que milhões sofrem de doença crônica devido ao consumo de alimentos em excesso. A demanda mundial por produtos agrícolas está crescendo, e os preços dos alimentos estão subindo, e mesmo assim cerca de um terço dos alimentos produzidos é perdido ou desperdiçado. A mudança climática ameaça aumentar a frequência de secas, inundações e pragas, e o mundo perde 12 milhões de hectares do espaço agrícola a cada ano, devido ao desgaste do solo. Desmatamento e práticas ineficientes transformam a agricultura na maior fonte de gases poluentes do efeito estufa do planeta.Com o intuito de lidar com esses padrões alarmantes, uma comissão independente de líderes científicos de 13 países divulgou hoje uma série de recomendações detalhadas aos policy makers sobre como alcançar a segurança alimentar frente à mudança climática. Nesse relatório, a Comissão para Agricultura Sustentável e Mudanças Climáticas propõe respostas políticas específicas ao desafio global de alimentar um mundo que enfrenta a mudança climática, crescimento populacional, pobreza, altas nos preços de alimentos e degradação dos ecossistemas. O texto destaca as oportunidades específicas sob os mandatos da Cúpula da Terra (Rio+20), da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do clima (CQNUMC) e do Grupo das 20 nações (G20).

Fazer da segurança alimentar global e da estabilização do clima uma realidade

A Comissão delineou sete recomendações destinadas a serem implementadas simultaneamente por uma série de governos, instituições internacionais, investidores, produtores agrícolas, consumidores, pesquisadores e empresas do setor alimentício. Os cientistas pedem mudanças no âmbito das políticas, finanças e agricultura, além de mudanças na cooperação para o desenvolvimento, escolhas de dietas e desperdício dos alimentos, assim como revitalização dos investimentos nos sistemas de conhecimento com vistas à viabilização dessas mudanças.As recomendações da Comissão incentivam a elevação significativa do nível de investimento global na agricultura sustentável e sistemas de alimentos, na próxima década; a intensificação sustentável da produção agrícola nas terras existentes, reduzindo as emissões de gases estufa e diminuindo as perdas e desperdícios no sistema alimentar. “Já passou da hora de reconhecermos que fazendas de todos os tamanhos ao redor do mundo são fundamentais para a nutrição humana e bem-estar econômico, contudo estes terrenos agrícolas também estão enfrentando escolhas críticas, com implicações significativas para a gestão autossuficiente do planeta no longo prazo”, segundo a comissária dos EUA professora Molly Jahn da Universidade de Wisconsin-Madison.

Agricultura e Tecnologia

Tecnologia vem em muitas formas. Algumas ainda são concebidas. No entanto, muitas tecnologias conhecidas podem afetar significativamente a capacidade dos agricultores em atender às múltiplas demandas.Os agricultores representam um terço da população do mundo e metade dessa quantia é pobre.Agricultores prestam vários serviços para a sociedade, como a produção de alimentos e de produtos não-alimentícios (como fibras), a entrega de serviços de ecossistemas e o manejo da terra para melhorar e proteger a biodiversidade. Todos esses serviços devem ser continuamente adaptados para atender às exigências de alimentos e mudanças climáticas, aumentando assim a produção e minimizando os impactos da agricultura.

Melhorar a segurança alimentar, quebrar o ciclo de pobreza que agricultores enfrentam e aumentar a sustentabilidade de todas as formas de agricultura de todo o mundo depende do acesso dos agricultores a: a) um treinamento inestimável em curso para melhorar continuamente a agricultura;

b) soluções voltadas especificamente para mulheres rurais;

c) ligações globais no fornecimento de sistemas de extensão nacionais / regionais para aumentar a resiliência.

Melhores Práticas

Uma abordagem baseada no conhecimento das melhores práticas que sustentam a produção e minimizam o impacto ecológico da agricultura requer uma maior prioridade no processo de inovação. É na mudança da prática o lugar onde a tecnologia e conhecimento se encontram.

As melhores práticas incluem:

Lavoura de conservação Bem-estar animal Rotação de pastagem Gestão de estrume Gestão integrada das colheitas, manejo integrado de pragas e manejo de nutrientes Planeamento e gestão de áreas protegidas em conjunto com as comunidades pastoris florestais e agricultoras locais Incentivo à integração de árvores, arbustos, gramíneas e outros elementos da paisagem em sistemas de produção agrícola Criação de áreas para refúgio de exploração agrícola para polinizadores e conservação da biodiversidade

Para promover estas práticas, devemos estabelecer intercambios bilateriais evidentes e claros que captam a “voz do agricultor” no processo de formulação e implementação de políticas, construídos sobre o conhecimento indígena de conservação e gestão dos recursos que os agricultores já possuem.

Seguindo a Cadeia de Suprimentos

Quando se fala sobre as melhores práticas, estamos falando dos muitos passos que fazem referência os estágios iniciais de produção.

Isso inclui:

– Proteger a terra, a água e a biodiversidade

– Agronomia de crescimento de uma colheita

Mas há outros pontos necessários além das entradas e sistemas de produção.Acesso a infraestrutura básica como estradas, poços e saneamento são essenciais.O acesso às tecnologias de informação e comunicação é essencial para fornecer acesso às tecnologias de informação escaláveis para os agricultores, incluindo mulheres e jovens agricultores, para receber alertas de tempo, cultura e mercado, bem como outros sistemas de alerta precoce, para ajudá-los a tomar as decisões certas para a sustentabilidade e produtividade.A programação é necessária no marketing, nos conhecimentos básicos de negócios e no processamento primário para combater a pobreza nos países em desenvolvimento.

Alcançar a agricultura sustentável requer pesquisa, tecnologia, assim como melhora na transferência do conhecimento, priorizando culturas localmente relevantes, técnicas de manejo, de investimentos em infraestruturas e de adaptação às mudanças climáticas. Isto irá garantir que os agricultores se beneficiem de ferramentas continuamente atualizadas e aperfeiçoadas e de conhecimentos que lhes permitam alcançar com êxito todos os outros passos do processo.Toda forma de agricultura precisa de melhoria contínua e os diferentes sistemas de produção tem um papel a cumprir. O objetivo final deve ser minimizar os recursos utilizados para a produção de cada colheita ou kg de proteína e aumentar a produtividade.A Rio +20 pode deixar um legado de longo prazo de melhora nos serviços de pesquisas e de extensão agrícolas que podem ser usados para a melhoria contínua da agricultura e do desenvolvimento rural.

OS EXEMPLOS BRASILEIROS

O Brasil vai levar à Rio+20 a ideia de que é possível integrar políticas públicas que assegurem o acesso da população aos alimentos ao mesmo tempo em que se protege o meio ambiente. “Não é qualquer produção agrícola que garante a segurança alimentar”, explica a secretária nacional de Segurança Alimentar, Maya Takagi. “Essa produção precisa ser sustentável. Ou seja: ela precisa preservar os recursos naturais, fazer sentido do ponto de vista econômico e ser socialmente inclusiva.”

Nas últimas décadas, o Brasil evoluiu muito no combate à fome. A quantidade de crianças de até cinco anos desnutridas caiu de mais de 7% da população nessa faixa etária no final dos anos 1990 para menos de 2% em 2009. O número de lares em que existe a segurança alimentar, ou seja, no qual não há problema de acesso à comida, chegou a quase 70% em 2009, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, o Brasil mostra ao mundo que progrediu desde que assumiu, em 1996, na Cúpula Mundial sobre Alimentação, o compromisso de diminuir pela metade o número de pessoas famintas no mundo até 2015.

De acordo com Ingo Pluger, diretor da Abag, como a Rio 20 não tem ainda um objetivo qualificado e conclusivo, o governo brasileiro poderia propor uma meta concreta e mobilizadora como foi a redução de CO2 proposta em 1992. “Temos hoje no mundo 1 bilhão de pessoas passando fome. Penso que temos uma corresponsabilidade humanitária de propor, por exemplo, de acabar com a fome de 200 milhões de pessoas em dez anos.Teríamos uma pauta mobilizadora, com objetivo claro, permitindo que todos os países pudessem atingir a meta como acontece hoje com a redução de CO2. Do contrário, teremos mais uma carta de intensões e esperaremos a Rio 30 ou a Rio 50 para que alguma ação seja feita”, diz Pluger.Na avaliação de outro participante do evento, o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, o país precisa aproveitar o momento em que ele será o ator principal de um palco iluminado e de grande visibilidade mundial para anunciar medidas que não sejam apenas promessas, como a desburocratização efetiva do programa ABC – Agricultura de Baixo Carbono, além de mostrar ao mundo o novo código florestal como uma conquista do país e não como um drama. Chandoha, do Ministério da Agricultura, vê grande potencial no Plano Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que oferece crédito mais barato para os produtores que diminuírem as emissões de gases do efeito estufa de suas atividades. “O Plano ABC é um dos maiores avanços dos últimos 30 anos em programas de crédito”, avalia.

Uma das principais linhas do Plano ABC é a concessão de crédito para a recuperação de pastos degradados, de baixa produtividade. Quando recuperados e saudáveis, as pastagens suportam um maior número de animais e captam carbono da atmosfera. “A meta é recuperar 15 milhões de hectares de pastos degradados até 2020, o que representa uma área maior que a Itália e maior do que a área de lavoura da Argentina”, compara Chandoha.

Outro aspecto lembrado pelos líderes do agronegócio durante o fórum da Abag é que a cadeia do etanol, considerando desde a produção na usina até o uso do combustível pelos automóveis, emite apenas 11% do CO2 emitido pela gasolina. “Precisamos apoiar a lógica do governo brasileiro, que é a de conduzir a discussão na Rio 20 para a direção em que haja equilíbrio no tripé econômico, ambiental e social”, observa o recém-eleito presidente da Abag, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, salientando que os dados sobre redução de emissão de CO2 na cadeia do etanol são de uma pesquisa feita pela Unicamp e não pelo setor, o que levou os Estados Unidos a entenderem o etanol de cana brasileiro como avançado.Ele lembra ainda que, além da cadeia do etanol, o Brasil tem, na sua agricultura, uma série de outros exemplos de “economia verde” que podem ser compartilhados com outros países do mundo. “Entendemos que na Rio 20 teremos a oportunidade de mostrar ainda nossa evolução no plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta. Por tudo isso, não podemos deixar que o foco da conferência fique concentrado somente nos aspectos ambientais”, diz Carvalho. As informações são da Abag.

-Natallia Martins,Evelyn Afonso,Mayara Lopes

História de jacarepaguá

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O topônimo Jacarepaguá é derivado de três palavras do tupi-guarani: yakare (jacaré), upa (lagoa) e guá (baixa) ou lagoa baixa dos jacarés. No início da colonização da Região, as lagoas que existiam entre o Vale do Marangá e o mar eram repletas de jacarés.
Até o início do século XX, a Região hoje conhecida por Jacarepaguá era chamada de Vale do Marangá, palavra indígena que significa campo ou lugar de batalha. É provável que o nome se deva às lutas entre portugueses e índios, ocorridas no início da colonização, onde hoje existe a Praça Seca. Mas uma outra hipótese, preferida pelos historiadores, refere-se à frustrada invasão francesa comandada pelo corsário Jean François Duclerc, no início do século XVIII.

Em 16 de agosto de 1710, uma esquadra francesa chegava à vista do Rio, numa expedição enviada por Luis XIV contra o Brasil. Repelidos pelos canhões da fortaleza de Sta. Cruz, a esquadra dos franceses desistiu de forçar a entrada na baía. Rechaçados também na Ilha Grande, conseguiram desembarcar na praia de Guaratiba em 11 de setembro. Liderados por Duclerc, dali os franceses iniciaram sua marcha para o Centro, na tentativa de invadir a Cidade, atravessando a Região por um caminho transformado na Rua Cândido Benício, onde possivelmente encontraram resistência, e através de uma trilha que tudo indica ser hoje a Estrada Grajaú-Jacarepaguá.

Um dos indícios que podem justificar essa hipótese foi a descoberta de canhões franceses, durante a construção da estrada, já em meados do século XX. Se durante o percurso encontraram resistência, esta foi superada, pois em 19 de setembro atacaram a cidade, sendo rechaçados pelos homens que guarneciam o morro do Castelo. Atacados por tropas arregimentadas pelo governador Francisco de Castro Morais, os franceses renderam-se, caindo prisioneiro Duclerc.

A idéia de criar no Rio de Janeiro uma colônia francesa era antiga, antecedendo em muito a tentativa de François Duclerc e a própria fundação da Cidade. Nicolas Durand de Villegaignon, apoiado por Henrique II, rei da França (1547-1559), já havia desembarcado aqui quase um século e meio antes, em novembro de 1555, quando os franceses foram senhores do Rio de Janeiro durante quatro anos e três meses. Mem de Sá combateu-os com uma esquadra enviada da metrópole, por ordem real, desalojando os invasores e arrasando suas fortificações.

Quando Estácio de Sá chegou, em fevereiro de 1564, incumbido de estabelecer as bases de uma colonização sistemática, encontrou a Cidade novamente dominada, sendo impossível estabelecer-se. Buscando reforços em São Vicente, desembarcou em março de 1565, subjugando os franceses e índios hostis. Mas as dificuldades em consolidar a destruição das forças inimigas e cumprir sua missão forçaram-no a um pedido de ajuda.

Mem de Sá veio em seu auxílio, à frente de tropas organizadas na Bahia, derrotando novamente os franceses. Nessa batalha, travada em 20 de janeiro de 1567, data escolhida por ser o Dia de São Sebastião, seu sobrinho Estácio de Sá foi ferido durante o combate por uma flechada no rosto, morrendo pouco mais tarde. Após expulsar os invasores, Mem de Sá nomeou outro sobrinho, Salvador Correia de Sá, capitão e governador (1567-1572) da Cidade, recebendo o mesmo, como benefício da guerra, as terras que hoje constituem o Município.

Salvador Correia de Sá doou sesmarias no Rio de Janeiro para Jerônimo Fernandes e Julião Rangel de Macedo, portugueses que se haviam destacado na luta contra os franceses. Nenhum dos dois, entretanto, desenvolveu qualquer atividade econômica nos vastos territórios recebidos. A ocupação territorial de Jacarepaguá só começou no final do século XVI, quando o governador Salvador Correia de Sá doou essas mesmas sesmarias a seus filhos (1594), que as reivindicaram em petição ao pai-governador, no final de seu último período de governo (1578-1598), alegando que após trinta anos as terras ainda não haviam sido cultivadas.

A sesmaria de Gonçalo Correia de Sá compreendia terras que abrangiam uma parte da Barra da Tijuca e dos atuais bairros da Freguesia, Taquara e Camorim, indo até Campinho. As terras de Martim cobriam um vasto território a partir de Camorim, englobando Vargem Pequena e Vargem Grande e estendendo-se até o Recreio dos Bandeirantes e a extensa faixa litorânea.

Gonçalo Correia de Sá ocupou logo sua sesmaria, fundando engenhos de açúcar e arrendando parte das suas propriedades a terceiros, aproveitando suas terras, que eram economicamente viáveis. Enquanto seus domínios se transformavam rapidamente em povoações, seu irmão Martim, cujas terras eram alagadas e pantanosas, formadas predominantemente por grandes areais, inviabilizando as restritas atividades econômicas da época, dedicava-se à sua carreira política.

Martim Correia de Sá foi por três vezes governador da capitania do Rio de Janeiro (1602-1608, 1618-1620 e 1623-1630), o que explica em parte por que a Região Jacarepaguá, ao desenvolver desde o início suas atividades econômicas, efetivou sua ocupação de forma mais consistente, enquanto a Região Barra da Tijuca permanecia desocupada por quase quatro séculos.

Em 1616, nas imediações do Engenho d Água, surgiu o primeiro núcleo de ocupação de Jacarepaguá, no lugar também conhecido como Porta d Água, que hoje chama-se Largo da Freguesia. Com o correr do tempo o local e suas imediações ficaram conhecidos como Jacarepaguá, em virtude da proximidade com a Lagoa dos Jacarés. Com a ocupação se acentuando, uma parte das terras foi desmembrada em foros, para incentivar seu desenvolvimento.

Em uma das novas propriedades que floresceram, o dono, Padre Manuel de Araújo, ergueu no alto de um penhasco, chamado Pedra do Galo, a Capela de Nossa Senhora da Pena. Com a crescente ocupação da sua propriedade e constatando que suas atividades e desenvolvimento econômico locais estavam praticamente assegurados, o padre propôs a emancipação do lugar, efetivada em 6 de março de 1661. Foi criada, assim, a Freguesia de Nossa Senhora do Loreto de Jacarepaguá, a quarta da Cidade, separada da antiga Freguesia de Irajá. Em 1664 o padre construiu nela a Igreja-Matriz, com o mesmo nome da Capela.

Em 1625, a filha de Gonçalo Correia de Sá, d. Vitória de Sá e Benevides, neta do governador Salvador Correia de Sá, recebeu como herança as terras que seu pai havia recebido do avô. Em 1628, ela casou-se com o governador-geral do Paraguai, o fidalgo espanhol d. Luis Cespede Xeria, que recebeu parte da sesmaria como dote. Em 1667, d. Vitória doou aos beneditinos, por testamento, a maior parte da área que hoje pertence à Barra da Tijuca.

Já o general Salvador Correia de Sá e Benevides, filho de Martim e primo de dona Vitória, comprou as terras que pertenciam aos foreiros e ao marido de d. Vitória, tornando-se assim o proprietário quase absoluto do território que hoje compõe Jacarepaguá, inclusive o futuramente denominado Vale do Marangá. Logo após a compra, ele passou a morar na casa-grande do Engenho d Água e, a partir daí, a região do Vale do Maranguá começou a progredir.

Como general, Salvador Correia de Sá e Benevides (1601-1688) lutou contra os holandeses em Angola, defendendo os interesses portugueses. Foi governador do Rio de Janeiro por três períodos (1637-1642, 1648-1649 e 1659-1660), contribuindo com inúmeras melhorias e levando grande desenvolvimento à Região, ao vender parte de suas terras em Jacarepaguá e incentivar seus proprietários a fundar novos engenhos.

O general faleceu em Lisboa em 1688, deixando suas terras para o filho, Martim Correia de Sá e Benevides (neto de Martim Correia de Sá), que se tornou o primeiro Visconde de Asseca e Alcaide-Mór do Rio de Janeiro. Dessa linhagem nobre dos Assecas, o quarto Visconde – nascido em 1698 e falecido em 1777 – foi o responsável pelos primeiros vestígios de povoamento mais efetivos em torno da Praça Seca (corruptela de Praça Asseca, ou PraçAsseca), dando origem a uma configuração mais urbana para a Região.

A viagem para Jacarepaguá, no início século XVII, praticamente só era possível pelo mar, através da Barra da Tijuca e suas lagoas. Os que se dirigiam de lá para o centro da Cidade dependiam das condições do tempo e de embarcações de grande porte para enfrentar mar aberto até a distante Freguesia de São Sebastião do Rio de Janeiro. Em função da necessidade de um escoamento regular para a produção das fazendas e engenhos instalados na Região, foram sendo abertos caminhos entre as fazendas e em torno do Vale do Marangá, dando origem aos atuais logradouros.

Para chegar à Cidade e levar os produtos oriundos do cultivo da cana-de-açúcar e da produção de carne bovina, os moradores de Jacarepaguá tinham que atravessar a Estrada da Fazenda dos Jesuítas, posteriormente Estrada Real da Fazenda de Santa Cruz, que ia até São Cristóvão e se interligava com outros caminhos e vias fluviais que chegavam até o centro da Cidade.

Fazendeiros levando suas mercadorias atravessavam o Vale do Marangá, atual região da Praça Seca, dirigindo-se ao pequeno porto fluvial de Irajá, que deu origem à Freguesia de Irajá, de onde seguiam em pequenas embarcações (faluas) pelo pequeno percurso do rio Irajá (3 km) até a Baía de Guanabara, chegando ao cais da atual Praça XV e a outros atracadouros da Cidade.

Outra família importante para o desenvolvimento da Região foi a de Francisco Teles Barreto de Meneses (1625-1679), filho de Diogo Lobo Teles de Meneses. Ele adquiriu a Fazenda do Engenho da Taquara em 1658. Durante as décadas seguintes, os negócios da família expandiram-se com a compra de novas fazendas e engenhos e, ao final do século, os Teles de Meneses eram os maiores proprietários de Jacarepaguá. A Região ganhou tal importância no período colonial que passou a ser conhecida como Planície dos onze engenhos.

Em meados do século XVIII, foi aberto um caminho para ligar a antiga Estrada Real de Santa Cruz à Estrada de Jacarepaguá. O objetivo era encurtar o percurso entre o Engenho de Fora, dos descendentes dos Sá, e as terras dos Magalhães, que margeavam a Estrada Real de Santa Cruz. Foi esse caminho que deu origem à atual Estrada Intendente Magalhães. Com o falecimento do quarto Visconde de Asseca, a partir de 1777, a área passou à família dos Teles de Meneses, ancestrais do Barão de Taquara.

Área de confluência de antigos caminhos, a Praça Seca foi um marco histórico urbano da Cidade, pois foi aí que Jacarepaguá cresceu, longe do centro de decisões do governo colonial. E apesar de distante do núcleo central, considerando-se que a Cidade contava com apenas 51.011 habitantes em 1779, excluídos os moradores das chácaras, a Região apresentava alguns números significativos para o final do século XVIII: cerca de 250 residências, três lojas de tecidos, 70 vendas de produtos variados e cinco açougues, abrigando uma população de aproximadamente 2.000 pessoas.

Cabe lembrar que na época imperial as relações econômicas e as características do poder apresentavam quadro bem diferente do período colonial, quando o poder era sustentado pela monocultura da cana-de-açúcar, pelo comércio e exportação de produtos primários e pelo poder religioso – posteriormente, pelas exportações das riquezas minerais de Minas Gerais, além do já incipiente comércio interno.

A chegada de D. João VI e sua Corte transforma o Rio na capital do reinado português. O meio urbano se consolida definitivamente através de sucessivas ações como a abertura dos portos às nações amigas, a vinda da Missão Francesa e a preocupação com o ensino, entre outras. Começa a importação de produtos variados da Europa e o café surge como principal atividade econômica interna, produto de exportação que gerava as divisas necessárias ao crescente comércio com o exterior. Acompanhando a tendência, a partir de 1831 Jacarepaguá transforma seus antigos engenhos em fazendas de lavoura de café.

Na metade do século XIX, a região já totalizava mais de 7000 habitantes e quase 5000 escravos, o maior contingente da Cidade. Os núcleos de ocupação territoriais que se desenvolveram no Vale do Marangá, principalmente na confluência dos caminhos e em volta das fazendas, começavam a assumir feições urbanas, com grandes residências, ruas bem definidas e intenso comércio interno.

Um novo proprietário de terras, Francisco Pinto da Fonseca Teles, futuro Barão de Taquara, com apenas 23 anos assume o controle dos principais engenhos: Taquara, d Água e de Fora. Seu pai fora guarda-roupa da Corte e gozava de intimidade e amizade com D. Pedro II. A Fazenda do Taquara hospedou o Imperador e a esposa em muitas ocasiões. Em 21 de outubro de 1882, Fonseca Teles recebeu o título de Barão de Taquara, por sua atuação na Guerra do Paraguai, pelos serviços prestados à Coroa e por sua dedicação ao povo e à Região de Jacarepaguá.

Os meios de transporte para a Região, na época, ainda eram os mesmos usados por seus ancestrais dos tempos coloniais: carruagens simples, carroças, diligências e montarias a cavalo. Em 1890, o Barão de Taquara fez o primeiro fracionamento de terrenos em lotes menores e com arruamento definido. A partir daí, a antiga Estrada de Jacarepaguá passou a ser conhecida como Cândido Benício, homenagem ao médico influente na Região e político mais votado nas eleições legislativas municipais de 1892.

Benício era grande amigo do Barão e residia naquele logradouro. O loteamento trouxe muitas melhorias urbanas para a Região, levou ao traçado de várias ruas e à transformação do antigo Largo dos Asseca numa grande praça. Entre 1906 e 1909, outro empreendimento do Barão de Taquara ampliou o processo de urbanização, em área bem maior e com projeto de arruamento do engº. Bernardino Bastos. Mas até 1920 as ruas locais ainda não tinham pavimentação, mesmo com a linha de bondes funcionando desde o final do século XIX.

Em 1927 a Fazenda do Valqueire, desmembrada das terras do antigo Engenho de Fora – herdadas por Geremário Dantas de seu bisavô, o foreiro e plantador de café Ludovico Teles Barbosa – foi loteada, dando origem ao atual bairro de Vila Valqueire. Além de advogado, jornalista e autor de livros sobre política e cultura do café, Geremário Dantas foi um político e empresário de renome na Região, até a sua morte, em 1935. A rua e o terreno do tradicional Externato Geremário Dantas, doado às Irmãs de Nossa Senhora do Salgado após a sua morte, atestam sua importância para o crescimento da Região. Curioso também é que quase todos os grandes homens e mulheres que tiveram importância histórica para Jacarepaguá têm a mesma origem familiar.

A transformação de uma ocupação tipicamente rural em urbana também se realizou através do papel exercido por outro personagem, Gastão Taveira, que possuía muitos terrenos na Região. Em 1901, por sua intervenção, a Praça Seca foi aterrada e urbanizada, tornando-se mais um foco de atração para o adensamento populacional. A partir de 1910, Taveira inicia a construção de casas e vilas inteiras destinadas à locação, acelerando o processo de ocupação.

A atual rua Cândido Benício, que atravessava o Vale do Marangá passando pelo meio do histórico Largo dos Asseca, constituiu-se sempre no principal eixo de ligação entre os primeiros núcleos, sendo também o mais importante acesso ao Centro. A partir do início do século XX, essa via foi a principal responsável pela progressiva transformação, de rural para urbana, da Região.

Compreendida entre serras e lagoas e palco de episódios históricos, a Região Jacarepaguá tem, portanto, uma história singular entre as 12 regiões da Cidade. Reunindo um dos maiores acervos arquitetônicos do período colonial do Rio de Janeiro concentrados em apenas um bairro, alguns de seus templos religiosos são monumentos históricos que remontam ao século XVII.

Datam dessa época igrejas, engenhos e fazendas como as dos Fonseca Teles, além do Aqueduto do Engenho Novo. E tendo se desenvolvido desde a época colonial em um local bastante distante do Centro, a Região não teve como vetor de seu crescimento qualquer sistema de transportes que facilitasse seu acesso a outras direções, como a maioria dos bairros do Rio de Janeiro. Seu desenvolvimento portanto está ligado não apenas à natureza empreendedora de grandes homens que foram proprietários de terras e moradores, mas também ao pioneirismo e iniciativa de seus antigos desbravadores.

 

-Julianna Firme

Impactos ambientais e sociais em jacarepaguá relacionados com as inúmeras construções

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      Estamos assistindo a destruição do verde da nossa Freguesia, que de uns anos para cá vem se fazendo de forma descontrolada, transformando o antes tranquilo triângulo Três Rios / Pau Ferro / Geminiano Gois, e claro, entre outras localidades, em um infernal canteiro de obras.Onde antes existia a residência de uma família, em média com quatro pessoas, agora, em prédios de sete andares, vivem no mínimo umas cento e cinquenta pessoas, com seus vários automóveis, e, junto com eles, muita poluição, aumento da temperatura, extermínio dos animais que combatem os mosquitos: pássaros, sapos, lagartixas, aranhas, que sucumbem na troca do verde por concreto, deixando os temidos pernilongos – aedes aegypti – se proliferando sem seus predadores naturais.

Foto de área verde que será desmatada na freguesia.

      Além dessas tão terríveis consequências ainda temos engarrafamentos diários, escassez de água, aumento da poluição do ar, dos rios, cheiro insuportável de esgoto, que exala e até borbulha em meio às calçadas, transformando as nossas caminhadas, antes tão boas, em algo já não tão agradável, ou seja, a nossa qualidade de vida está se deteriorando em um ritmo frenético!

      Se no momento já estamos com problemas, o que será quando todas essas novas mega construções estiverem concluídas e habitadas?

       Sem falar nos novos empreendimentos comerciais, que mesclados aos prédios residenciais, irão gerar um aumento absurdo de pessoas transitando diariamente, contribuindo para piorar o trânsito.

      Nossas lagoas se transformaram em depósitos de lixo, e o maior exemplo deles, além dos que cortam a passarela da freguesia e afins, o lago ARROIO FUNDO, localizado entre Cidade de Deus e Gardênia Azul, como quem vai para Barra da Tijuca; de tão poluída, chega a borbulhar, e exalar um cheiro insuportável para quem passa por ali. Cada vez mais, as áreas verdes estão se extinguindo, virando residências, estabelecimentos, e ajudando para a deminuição da qualidade de vida da população. O bairro que antes, todos os cariocas consideravam a “selva” do Rio de Janeiro, agora está virando uma verdadeira selva de pedra, não deixando um espaço verde sequer na região, afinal, quanto mais empreendimentos, maior a valorização, ou seja, maior lucro. A qualidade de vida de uma populção inteira (e que não é pequena), em prol de interesses financeiros. 

      Vamos continuar assistindo tranquilamente, como meros espectadores ou vamos começar a agir?

      O que você faria para salvar o bairro em que você mora, para melhorar não só a sua expectativa de vida, mas a de todos, e mais importante ainda, a das gerações futuras.. Reflita, quando queremos uma coisa de verdade, lutamos a fundo para obter o sucesso. Pode parecer clichê, mas pense no bairro que você quer viver e deixar para o futuro. Com o bom exemplo começando por aqui, quem sabe outros bairros sigam o modelo, melhorando a vida de toda a cidade, estado, e quem sabe, país? Será que é tão utópico como dizem? Só depende de você! 

-Por Rebecca Maciel e Arthur Soares